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Dia primeiro de dezembro é o dia Internacional de luta contra a AIDS



Neste domingo, primeiro de dezembro, é considerado o Internacional de Luta contra a AIDS. A data foi criada para a conscientização sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Por isso, a Raimed esteve na SAE, Serviço de Assistência Especializado em em HIV/Aids e Hepatites Virais, de Frederico Westphalen, conversando com Luciane Maria de Cristo e Michele Dutra.

Luciane é técnica de enfermagem e também coordenadora do SAE, em FW. Já Michele Dutra, é enfermeira e também atende no local. Confira a baixo a entrevista completa, e informações importantes sobre esta doença.


O que é o HIV e a AIDS, e porquê esta doença é ainda vista com preconceito?


Luciane: Hoje ainda as pessoas não tem informação realmente o que é o HIV. Para esclarecer: HIV é diferente da AIDS, HIV é quando a pessoa tem o vírus circulando dentro do organismo. A AIDS é a doença ja em fase mais avançada.

A transmissão do vírus não se da através do abraço, do beijo, do encostar. Então as pessoas tem que buscar informação de como se transmite e ter um cuidado nessa formas de transmissão. O virus é transmitido através de relação sexual desprotegida tanto oral, vaginas como anal e com materiais materiais perfurocortantes cortantes, da mãe para o filho e na amamentação.


Qual a orientação para melhor prevenção?


Michele: A orientação é o uso do preservativo. A mãe que tem o vírus tem que fazer profilaxia para protejer o bebê. Por isso é importante para a mãe estar sempre se testando durante a gestação, assim como o parceiro. Aí o bebê quando nasce faz uma profilaxia, e todo o acompanhamento para evitar a transmissão vertical.


O que é a profilaxia?


Luciane: A profilaxia é o medicamento que a mãe faz isso enquanto ela ta gestante, que aí ela não vai passar o virus para o bebê, se ela fizer o tratamento corretamente. Hoje, 99% das mães soro positivas não transmitem o vírus para os bebês.


Quais os principais sintomas de uma pessoa com HIV positivo?


Michele: Na verdade não tem sintomas. Hoje uma pessoa portadora do vírus pode ter uma pele hidratada, pode ser uma pessoa gorda. Até um tempo atrás uma pessoa portadora do vírus tomava muito mais remédios, e os efeitos colaterais eram maiores. Hoje os pacientes tomam bem menos remédios, e os efeitos são muito menores. A carga viral do paciente pode ficar zerada ou indetectável, se estiver fazendo o tratamento corretamente, no horário certo, ele vai viver uma vida tranquila.

Hoje em dia não da para ver quem é portador de virus, porque os pacientes se cuidam e tomam o remédio certinho, então eles podem ter uma qualidade de vida boa como qualquer outra pessoa que não conviva com a doença.


Luciane: As pessoas podem ficar um bom tempo com o virus e não apresentar sintomas. Quando ela apresenta sintomas, ela vai ter emagrecimento, ela vai ter doenças como pneumonia, infecções, herpes, desenvolver algum tipo de cancer, ter problemas neurologicos. Mas aí ela ja está em um estado mais avançado, já está com AIDS. Se a pessoa faz testes periódicos, ela vai descobrir que tem o virus com HIV, e não vai apresentar nenhum sintomas.


E se alguém está achando que é portador do vírus HIV, o que ele ou ela deve fazer?


Luciane: Ele vai procurar uma unidade de saúde mais próxima da residência dele, que hoje em Frederico Westphalen, todos os postos de saúde tem os testes rápidos. Então ele vai procurar esta unidade, vai fazer o teste, e seguir todas as informações que o agente de saúde vai passar para ele.


Qual o serviço do SAE e porque é tão importante para as pessoas?


Luciane: O SAE atende pessoas portadoras do vírus HIV, com AIDS ou hepatites virais de 26 municípios da 19a. Coordenadoria de Saúde de Frederico Westphalen. Estamos desde 2010 em FW, com profissionais capacitados. A gente tem este atendimento especializado para que os pacientes tenham esse serviço com mais cuidado. Antes os pacientes ficavam desorientados, não sabiam quem procurar ou o que fazer. Hoje estamos atendendo em FW de segunda a sexta-feira, das 8 as 12 horas da manhã, as 13 as 17 horas no período da tarde. Se acontecer alguma emergência, o paciente pode buscar atendimento no hospital mais próximo.


Michele: O Ministério da Saúde está apresentando estratégias para diminuir os números e atender melhor os munícipes. Então hoje oferecemos PREP: profilaxia pré-disposição. Então, quando acontece alguma exposição de alguma das formas de transmissão do HIV. Então o paciente vem aqui, e a gente disponibiliza a Prep, em um período de 72 horas. São medicações de 28 dias, que o paciente vai tomar a medição para previnir que o vírus se espalhe no organismo. Além das medicações a gente vai monitorar o paciente, com exames, conferir se ele está tomando o remédio certinho, e fazemos o teste rápido. E mais ou menos nestes quatro meses a gente já libera o paciente que fique tranquilo, sem o perigo de ser HIV positivo.


Qual a mensagem que vocês deixam para as pessoas que ainda insistem no preconceito?


Luciane: Todos nós estamos correndo o risco, todos passamos por situações de risco, desde uma relação sexual, o manuseio de algum perfuro cortante, diversas situações de risco. Então que a gente não discrimine ninguém e que busque o atendimento para fazer os exames. Porque o vírus não tá longe de nós. As vezes o HIV está dentro de casa, e a gente não sabe. Então a gente tem que começar a mudar nosso pensamento, porque o vírus não está longe.

Frederico Westphalen é considerado um município prioritário, ano passado o departamento estadual elencou 55 municípios como prioritários de HIV, FW ficou em 55o lugar. Nós já estivemos em 37o lugar. O Vírus HIV não está em Porto Alegre, não está em São Paulo, ele pode estar dentro de casa. Então a gente tem que se testar e se prevenir, sempre.

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